Arquivo mensal: dezembro 2010

Que 2011 comece Jogando por Música

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Salve! O que temos à dizer sobre 2010? Muito obrigado! Em 2011 continuaremos Jogando por Música!

Diogo Nogueira se apresenta no Réveillon na Orla de Atalaia

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Por Fredson Navarro

Faltando apenas uma semana para o Réveillon 2011, a Prefeitura Municipal de Aracaju se organiza para a chegada do novo ano com uma festa de muita alegria para a capital da qualidade de vida. A estrutura que vai reunir milhares de famílias em um momento de confraternização já está sendo montada na Orla de Atalaia.

São dois palcos com 14m x 14m cada, onde se apresentam Margareth Menezes, Diogo Nogueira e a banda sergipana A Fábrica, animando a comemoração pela passagem de ano. A estrutura conta com dez camarins, um camarote, além do camarote especial da acessibilidade. A música eletrônica também marca presença na noite da virada, em uma tenda com formato de concha, onde os DJs Kaska, Lukinhas e Versiannni agitam o público.
Diversos setores municipais estão envolvidos na festa, para garantir aos cidadãos uma confraternização segura e confortável. A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) faz a limpeza da área antes e depois dos shows, além da instalação de banheiros químicos no entorno dos palcos. A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) altera o sentido de algumas vias para facilitar o acesso à orla, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Aracaju) garante o atendimento de saúde durante toda a noite.

A segurança também será maior no isolamento dos fogos de artifício. Diversas placas sinalizadoras vão indicar o perigo do local, que será fiscalizado por 40 agentes, evitando que ambulantes montem pequenas barracas ou que as pessoas se aproximem da área.

O show pirotécnico terá a mesma duração do ano passado, com 15 minutos de explosões de cores e luzes. A novidade ficará por conta do volume de fogos, que será maior e com mais variedade de formas. Para dar ainda mais emoção e beleza à festa, 20 mil balões brancos vão fazer parte da comemoração pela chegada do ano de 2011, simbolizando paz, prosperidade e esperança.

FONTE: EMSERGIPE

 

Réveillon 2011 em Aracaju com Cheiro de Amor

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O Réveillon 2011 em Aracaju vai ter a actuação da banda Cheiro de Amor, comandada por Aline Rosa, protagonizando uma passagem de ano 2010-2011 em grande estilo. Quem se deslocar na noite de Reveillon 2011 até Aracaju, mais do que ver a queima de fogos-de-artifício à beira mar, vai assistir ao show especial da banda Cheiro de Amor. O evento foi batizado com o nome de “Com Amor Beach Bar”, e é idealizada pelo empresário Fabiano Oliveira, um dos principais defensores da música baiana em Sergipe.

Além da banda Cheiro de Amor e dos fogos-de-artifício, a festa de fim de ano 2011 vai contar ainda com o DJ carioca Rafael Assad e da banda Chica Fé. Para celebrar a chegada do ano 2011, além de muita e boa música, o público contará ainda com um menu especial, com sistema de serviço all inclusive e serviço de manobrista.

Aracaju antecipou-se assim a muitas outras cidades brasileiras ao lançar com antecedência o Réveillon 2011 em Aracaju.

Jogando por Música – 29 e 30/12/2010

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Taylor Swift tem o disco mais vendido do Natal nos EUA

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"Speak Now", disco da cantora Taylor Swift, foi o mais vendido dos EUA na semana do Natal. Vendeu 5 mil cópias a mais do que "The Gift", da escocesa Susan Boyle.

A briga das duas pelo topo da parada americana acontece desde o ano passado. No Natal de 2009, Swift também batera Boyle – ambas lançavam seus álbuns de estreia.

Neste ano, a terceira posição ficou com "Michael", o disco póstumo de Michael Jackson, que vendeu 228 mil unidades. O disco mais vendido de 2010 nos EUA foi "Recovery", do rapper Eminem, com 3.2 milhões de cópias.

 

Céu lança videoclipe para "Cangote"

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A cantora Céu acaba de lançar um videoclipe para a canção "Cangote". A música faz parte do álbum "Vagarosa", lançado pela Urban Jungle/Universal Music.

A direção do videoclipe é assinada pela cineasta Vera Egito, vencedorea do prêmio de Descoberta da Crítica Francesa em 2008. O vídeo foi produzido pela Paranoid BR e mostra o amor, sob uma perspectiva pessoal de quem se aconchega ao amado.

COFIRA O VÍDEO NO YOUTUBE:

Céu – Cangote

 

 

Simply Red se despede dos palcos

The leadsinger of British band Simply Red Mick Hucknall performs during the German TV show 'Wetten dass...?' (Bet it...?) in Dresden late October 1, 2005.  'Wetten dass..?' is one of Europe's most successful game shows. Picture taken October 1, 2005.  REUTERS/Eckehard Schulz/Pool

O grupo britâncio Simply Red encerrou a carreira de 26 anos com um show no O2 Arena, em Londres, no último domingo, dia 19 de dezembro.

Com ‘hits’ como "It’s Only Love", "Holding Back the Years" e "Stars", a banda estava em turnê de despedida desde o início de 2009. Ao longo da carreira, o Simply Red vendeu mais de 50 milhões de discos.

Abaixo, veja trecho do show em Londres, com Mick Hucknall, o único membro original da banda, se despedindo do público.

 

Simply Red

 

Slash no Brasil: Datas e valores definidos

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A passagem do guitarrista ex-Guns n’ Roses Slash pelo Brasil está confirmada e tem datas e valores definidos para as capitais do Rio de Janeiro, dia 06 de abril, e São Paulo, dia 07 do mesmo mês. O músico também se apresenta em Curitiba, no dia 08 de abril de 2011.
O guitarrista vem acompanhado de Myles Kennedy, vocalista do Alter Bridge, para interpretar clássicos do Guns n’ Roses além de canções do álbum solo, recém lançado. No Rio e em São Paulo a abertura do show será feita pelo Tempestt.
A pré-venda dos ingressos para o show de São Paulo para clientes HSBC começa no dia 24 de dezembro e vai até o dia 26 e os preços vão de R$ 180,00 a R$ 360,00. Para o show do Rio de Janeiro, os valores variam entre R$ 180,00 e R$ 220,00.

06/04/2011 – Rio de Janeiro/RJ
Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85
Ingressos: R$ 180,00 a R$ 220,00
Informações:
www.vivorio.com.br

07/04/2011 – São Paulo/SP
HSBC Brasil – Rua Bragança Paulista, 1.281
Ingressos: R$ 180,00 a R$ 360,00
Informações:
www.hsbcbrasil.com.br

08/04/2011 – Curitiba/PR
A confirmar

 

Legião Urbana de volta em relançamentos e filmes

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“Teve uma vez que a turma toda estava perto de uma fogueira, lá por 1979, em Brasília, e o Renato [Russo] chegou, com uma varinha na mão, e começou a cutucar todo mundo. Falava [em tom grave]: ‘A turma vai acabaaaaar, tá tudo errado no mundo, a gente está se desorganizando’. Daí um cara se levantou [arma um soco] e gritou: ‘Cala a boca, porra!’”. A história é lembrada, entre risadas, por Marcelo Bonfá, baterista e criador, ao lado de Russo, da Legião Urbana, refestelado numa cadeira ao lado do colega Dado Villa-Lobos no estúdio do guitarrista, no Horto, zona sul carioca. Uma recordação pouco gloriosa sobre o passado de um mito do rock nacional, guru de muitos – mas que mostra o quanto era tarefa difícil escapar do espírito inquieto do amigo e frontman da Legião.

Após a morte de Russo, em 1996, outro “espírito” – dessa vez literalmente – passou a fazer parte da vida do grupo: a finada Legião, revitalizada agora em vários relançamentos (toda a obra, em CDs digipack com textos detalhados e fotos extras, pela EMI) e vinis, e em quatro filmes, alguns ainda em pré-produção – entre eles o único a receber apoio da dupla, Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, que conta a história de Russo adolescente, com os próprios filhos de Dado e Bonfá, Nicolau e João Pedro, interpretando os pais. E termina com a Legião se lançando ao mercado e se apresentando no Rio. “O roteiro ficou sensacional. Ficou um filme adolescente, um filme de turma”, anima-se Dado. “Se for parar na tela exatamente como está ali, vai ser ótimo. O cara contou a história muito bem.”

A Legião é uma lembrança feliz e um passado presente, visto com orgulho. Nada que chegue a intimidar nenhum dos dois legionários. Que seguem a vida. Bonfá se apresenta esporadicamente com uma banda, na qual toca com o filho, dividido entre guitarra e bateria. Dado faz produções em seu estúdio e dá shows solo.

FONTES: TDM, iG, UOL e Billboard.

Jogando por Música–23/12/2010

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Faixa de pedestres dos Beatles vira patrimônio britânico

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A mais famosa faixa de pedestres da música popular, diante do estúdio Abbey Road, na zona norte de Londres, foi designada local de importância nacional pelo governo britânico na quarta-feira.

Beatlemaníacos de todo o mundo costumam ir à rua para posar para fotos imitando a foto da capa do álbum "Abbey Road," que mostra Paul, John, George e Ringo atravessando a faixa.

"Esta faixa de travessia de pedestres em Londres não é nenhum castelo ou catedral, mas, graças aos Beatles e a uma sessão fotográfica feita em dez minutos numa manhã de agosto de 1969, tem direito igual a fazer parte de nosso legado nacional," disse em comunicado John Penrose, ministro britânico do Turismo e do Patrimônio Histórico e Cultural.

A partir de agora a faixa de pedestres só poderá ser modificada com a aprovação das autoridades locais, que teriam que tomar uma decisão com base no significado histórico do local, sua função e sua condição.

O próprio estúdio Abbey Road ganhou status de patrimônio nacional protegido em fevereiro deste ano.

 

Caixa reúne "estudos" de Tom Zé em LP

RETRATO DO CANTOR E COMPOSITOR TOM ZÉ

"Eu tô te explicando pra te confundir." É com esse subtítulo –em inglês: "Explaining Things So I Can Confuse You"–, pescado na letra de "Tô" (1975), que a gravadora americana Luaka Bop lança a caixa "Studies of Tom Zé".

Em tese, o pacote agrega os três álbuns da série "Estudando…", composta pelo brasileiro no decorrer de quatro décadas: o clássico "Estudando o Samba" (1975) e os mais recentes "Estudando o Pagode" (2005) e "Estudando a Bossa" (2008). Todos em ótimo vinil de 180 gramas.

O que acontece de fato é quase isso. A não ser pelo primeiro disco, que foi substituído por "Massive Hits", coletânea feita por David Byrne em 1990 que trazia apenas nove das 12 faixas do "Estudando o Samba" original.

(Se bem que, para os brasileiros, isso não chega a ser uma falha irreparável. Uma versão nacional de "Estudando o Samba" acaba de ser lançada em LP pela Polyson.)

"Estudando o Pagode" e "Estudando a Bossa" foram lançados por aqui apenas em CD. Se o álbum de 1975 apresentava desconstruções estruturais e temáticas do tropicalista para o samba, os de 2005 e 2008 fazem algo parecido com pagode e bossa.

TORTOISE

Além dos três LPs, "Studies of Tom Zé" acompanha um compacto, também em vinil, com duas faixas gravadas em um show de 2001, no Barbican, em Londres.

Trata-se da turnê internacional do álbum "Com Defeito de Fabricação". Em cena, Tom Zé era acompanhado por membros da banda americana de pós-rock Tortoise.

Foram mais de dez apresentações em conjunto, muitas delas gravadas sem maiores pretensões. Um desses registros, feito em Cambridge, Massachusetts, vazou integralmente na internet (leia texto ao lado).

Brinde extra, a caixa traz CD com uma amalucada conversa entre Tom Zé e Byrne, tendo como intermediário Arto Lindsay. Eles nos confundem, nos esclarecem.

STUDIES OF TOM ZÉ
ARTISTA Tom Zé
LANÇAMENTO Luaka Bop
QUANTO R$ 300, na Baratos Afins (tel. 0/xx/11/3223-3629)

Edinho Santa Cruz: show será exibido em diversos países

Foto: Silvio Tanaka - http://flickr.com/tanaka/

Edinho Santa Cruz e sua banda terão seu espetáculo ‘Na Estrada do Rock – In Concert’ exibido em diversos países da Europa pelo canal pago MyChanel, da rede de TV Sky 219. A performance poderá ser conferida no dia 30 de dezembro, às 19h.

Para o público do Brasil, a atração irá ao ar à meia-noite do dia 31 de dezembro pelo canal Record News. Quem perder poderá assisti-la no dia 8 de janeiro, pela Record Internacional. No total, 150 países irão conferir a performance.

O guitarrista e cantor Edinho Santa Cruz ficou bastante conhecido como o líder da banda que por anos animou o programa ‘Domingão do Faustão’, da TV Globo. Com ‘Na Estrada do Rock – In Concert’, o músico revisita os grandes clássicos do rock. O show foi gravado em 2007 e saiu em DVD no ano seguinte.

Ele também presta seu tributo a Freddie Mercury (Queen) com a canção feita especialmente ao vocalista. A homenagem foi batizada ‘Song for Freddie’ e contou com a participação do guitarrista Marcio Sanches (na foto, à esquerda), que nos comenta: "Foi muito especial poder participar de um projeto tão bonito. Recebi o convite numa terça-feira à noite, dois dias antes da gravação de ‘Na Estrada do Rock – In Concert’. O Edinho me pediu para fazer o solo em ‘Song for Freddie’. Não tivemos tempo para ensaiar, e a versão que se vê é a da primeira vez que toquei a música. Ficou bem viva e com um sentimento muito verdadeiro. Até hoje me arrepio quando assisto à gravação e lembro de como foi legal aquele show. Fico feliz em ver que o espetáculo do Edinho poderá ser visto em vários países".

Whitesnake divulga capa e título do novo álbum, que sai em 2011

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O Whitesnake já tem a arte de capa e o título para seu próximo álbum de estúdio. Será ‘Forevermore’ (imagem), o qual está sendo planejado para sair em março de 2011, via Frontiers Records. Sobre o fato de o título juntar duas palavras em uma só, David Coverdale explicou: "Caso contrário, soa como um maldito cartão de Dia dos Namorados, o que não é!".

O vocalista disse em um comunicado à imprensa que conseguiu gravar um apanhado com todos os típicos elementos do Whitesnake – soul, blues, hard rock. Também ressaltou que ainda desenvolveu um pouco mais a identidade da banda.

Já sobre o fato de haver baladas no repertório, ele foi enfático: "Não dá para ser um álbum do Whitesnake sem baladas, meu caro!".

A atual formação tem o baixista Michael Devin, o baterista Brian Tichy e os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach. Os teclados de ‘Forevermore’ foram gravados por Timothy Drury, que deixou o posto em setembro para seguir em carreira solo.

Resenha

Yngwie Malmsteen: Relentless

Por Rafael Sartori

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Embora tenha uma personalidade difícil e atitudes questionáveis como ser humano – segundo jornalistas, fãs, músicos e profissionais do entretenimento que conviveram com ele ao longo dos anos – ninguém discute o talento, a técnica e o pioneirismo de Yngwie Malmsteen.
Mas há pouco mais de dez anos, desde “Facing the Animal” (1997) para ser mais preciso, o que vem prejudicando a carreira do sueco é outra coisa: teimosia. Os álbuns inéditos do guitarrista que saíram a partir desse período não são musicalmente ruins, mas são tão mal gravados e produzidos que se tornam difíceis de ouvir.

O anterior “Perpetual Flame” teve uma sensível melhora com a mixagem de Roy Z, mas o recém-lançado “Relentless” peca nos mesmos quesitos de “War to End All Wars”, “Attack!!” e “Unleash the Fury”. O som da bateria, por exemplo, chega a ser nojento.
Isso porque Malmsteen resolveu que tocar guitarra e compor as músicas e as linhas de todo mundo como sempre fez não era mais o bastante. Precisava também centralizar o processo de gravação. Infelizmente, suas habilidades por trás das mesas de som não são as mesmas como guitarrista.
Novamente com Tim Ripper Owens nos vocais, o sueco traz à tona seu velho e conhecido estilo neoclássico com riffs, melodias, refrãos, temas e solos velozes que dominaram os anos 1980. Vale ressaltar, aliás, que boa parte do repertório é instrumental, o que deverá fazer a alegria dos fãs, inclusive com as já conhecidas “Adagio B Flat Minor Variation” e “Arpeggios From Hell”, que saiu como bônus.

“Relentless” é um álbum com potencial. Traz o conceito e a identidade de Malmsteen, que marcou uma geração de músicos e deu cara nova ao Metal. O problema continua sendo a parte técnica do trabalho, uma coisa aparentemente fácil de se resolver, não fosse a teimosia e a necessidade de tomar conta de tudo do sueco. Um exemplo disso é que, mesmo com Owens à disposição, ele se mete a cantar em “Look at You Now”.

 

Fontes:  Reuters, GuitarPlayer, UOL, Folha, TDM e MySpace.

Jogando por Música – 22/12/2010

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Loja virtual anuncia novo lançamento do Green Day para março

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Apesar da banda Green Day não ter divulgado nenhuma informação sobre um novo lançamento, diversos rumores circulam na internet dizendo que o grupo prepara o lançamento de um novo álbum ao vivo para o início de 2011.
Os rumores circulam desde agosto, quando a própria banda anunciou através do Twitter que estava gravando os shows da turnê para um futuro lançamento. Agora a loja virtual Amazon.co.uk tem em sua lista de futuros lançamentos um disco do Green Day com o título de “Awesome as Fuck”.
Segundo informações do site, o álbum será duplo e estará disponível em 15 de março de 2011. Porém, por enquanto, são apenas especulações.
O último álbum ao vivo lançado pelo Green Day foi “Bullet in a Bible”, de 2006. A atual turnê mundial do Green Day trouxe o grupo para quatro shows no Brasil entre 13 e 20 de outubro.

 

Playbutton: o álbum digital que dispensa tocador

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Uma empresa norte-americana colocou no mercado um novo produto que, na contramão do entretenimento 2.0, volta a associar música ao formato físico. Trata-se do Playbutton, uma espécie de broche-álbum.
O dispositivo é um tocador de música com funções básicas – play, pause, skip e volume – que contém um álbum inteiro. A idéia não é substituir o CD, mas "trazer de volta o prazer de ouvir um álbum", segundo declarações dos responsáveis pela novidade.
O Playbutton possui um cartão de memória com capacidade de 256MB e não é possível fazer download ou apagar o conteúdo para reutilizar o dispositivo. O preço sugerido é de US$ 15,00, algo em torno de R$ 25,00.
Anunciado como um acessório, o broche-álbum é mais um brinquedo do que uma revolução para a indústria do entretenimento. Pensando nisso, a empresa investe nos atributos do dispositivo: "Por que apenas tocar um disco quando você também pode vesti-lo?", como na imagem que acompanha essa nota (clique na imagem para ampliar). A moda pode pegar. Ou não.

Madonna procura pelo Facebook parceiros para novo álbum

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Madonna está usando o Facebook para começar a preparar seu novo álbum. A cantora usou a rede social para anunciar que está procurando novos colaboradores. "É oficial! Eu preciso me mexer. Preciso suar. Preciso fazer músicas novas!", escreveu Madonna. "Estou procurando as pessoas mais loucas, doentes e incríveis para trabalhar comigo. Só avisando…"

O álbum mais recente de Madonna, "Hard Candy", foi lançado em abril de 2008.

Fontes: Folha, Facebook e TdM.

Jogando por Música – 21/12/2010

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Panic At the Disco divulga alguns detalhes sobre próximo álbum

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Já tem nome e data para chegar às lojas o novo álbum de estúdio da banda Panic At the Disco. O grupo anunciou oficialmente que o álbum será lançado em 08 de março de 2011 com o título de “Vices & Virtues”, nome que já circulava pela internet sem a confirmação da banda.
Segundo mensagem publicada pelo grupo, o primeiro ‘single’ desse novo disco é a música que tem o título provisório de “Mona Lisa” e será lançado logo no início de janeiro.
“Vices & Virtues” é o terceiro álbum na discografia do Panic At the Disco, sucessor de “Pretty. Odd.”, lançado em 2008. O novo disco trará apenas Brendon Urie (guitarra, voz, baixo, piano e teclado) e Spencer Smith (bateria) como integrantes da banda. Nos shows a dupla é acompanhada por músicos contratados.

 

Ingressos para 3º apresentação do U2 no Brasil estão esgotados

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Não há mais ingressos para o terceiro show do U2 no Brasil. As entradas para a apresentação de 13 de abril acabaram às 15h desta segunda-feira (20).

A cota disponível para a internet, liberada para venda a partir da meia-noite, esgotou por volta das 2h da madrugada.

Assim como nas duas últimas semanas, a bilheteria oficial e os pontos de vendas tiveram grandes filas desde a manhã de ontem. Às 11h30, a produtora Time for Fun comunicou que só havia ingressos para os setores de pista, cadeira amarela e arquibancada amarela.

Os três shows do U2 no Brasil (9, 10 e 13 de abril) serão no estádio do Morumbi, com abertura da banda britânica Muse.

Produtora é autuada pelo Procon
O Procon-SP
autuou hoje a T4F por desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) durante a venda de ingressos para o show marcado no dia 9. Segundo o comunicado, a produtora deixou de prestar um serviço adequado aos consumidores, que enfrentaram diversos problemas para adquirir os ingressos, principalmente pelo site www.ticketsforfun.com.br.

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A empresa irá responder a processo administrativo e pode ser multada com base no artigo 57 da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).

A T4F informa que "não recebeu qualquer autuação do Procon até o momento. Quando recebida, a empresa irá se manifestar/apresentar defesa nos autos do procedimento administrativo".

 

Confira a agenda de shows internacionais no Brasil em 2011

 

clip_image001Amy Winehouse

A cantora inglesa, dona de hits como "Rehab" e "Valerie", se apresenta no Brasil em janeiro de 2011. Os shows acontecem em Florianópolis (no dia 8), Rio de Janeiro (11), Recife (13) e São Paulo (15).
Duas revelações da soul music abrem as apresentações de Amy no Brasil: os cantores americanos Janelle Monae Mayer Hawtorne.

 

 

clip_image002Paramore

Criada nos Estados Unidos em 2004, a banda de pop rock se apresenta em Brasília (dia 16 de fevereiro, no Ginásio Nilson Nelson), Belo Horizonte (17, no Chevrolet Hall), Rio de Janeiro (19, no Citibank Hall), São Paulo (20, no Credicard Hall) e Porto Alegre (22, no Teatro Bourbon).
Ainda não foram divulgadas informações sobre preços de entradas e início das vendas de ingressos..

 

clip_image003LCD Soundsystem

Criada pelo produtor nova-iorquino James Murphy, a banda de electro-rock faz três shows no Brasil em fevereiro: em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Até o momento, apenas o dia da apresentação gaúcha foi confirmada (20). Os shows nas outras cidades acontecem entre os dias 17 e 18, ainda sem ordem definida.
No repertório, sucessos de seu disco mais recente, "This is happening".

 

clip_image004Cyndi Lauper

A cantora fará sete shows no Brasil em fevereiro de 2011. A turnê trará as músicas do álbum mais recente da artista, "Memphis blues", além de hits como "Girs just wanna have fun" e "True colors".

As apresentações acontecem em Belo Horizonte (19), São Paulo (20 e 21), Recife (23), Rio de Janeiro (25), Florianópolis (26) e Porto Alegre (27).

 


clip_image005Boy George

O cantor britânico anunciou um show em São Paulo em fevereiro. A apresentação acontecerá em no HSBC Brasil, no dia 27.
A última passagem do ex-vocalista do Culture Club pelo país foi em 2008. O ingressos custarão entre R$ 80 e R$ 280.

 

 

 

clip_image006Shakira

A popstar colombiana é atração principal do Pop Music Festival, evento que vai trazer ao Brasil outros artistas internacionais da música pop. Ela canta no dia 13 de março em Porto Alegre; dia 16 em Brasília; e 19 em São Paulo.
Dona de hits como "Hips don’t lie", ela lançou neste mês seu disco “Sale el sol” e está em turnê pela Europa.
As vendas de ingressos para o festival começam a partir do dia 15 de janeiro.

 

clip_image007Iron Maiden

O grupo de metal inicia sua nova passagem pelo país em São Paulo, no dia 26 de março, no Estádio do Morumbi.
Depois segue para o Rio de Janeiro (27 de março, no HSBC Arena); Brasília (30 de março, no Estádio Nilson Nelson); Belém (1º de abril, no Parque de Exposições); Recife (3 de abril, no Parque de Exposições), e terminará em Curitiba (5 de abril, no Expotrade). A última passagem do grupo pelo Brasil foi em março de 2009.

 

clip_image008Ozzy Osbourne

Ex-líder do Black Sabbath, Ozzy divulga o disco "Scream", lançado neste ano, em cinco apresentações no país.
O "príncipe das trevas" passará por Porto Alegre (dia 30 de março), São Paulo (2 de abril), Brasília (5), Rio de Janeiro (7) e Belo Horizonte (9).

 

 

clip_image009Slash

O guitarrista, ex-integrante do Guns n’ Roses, anunciou em seu site oficial que fará três shows no Brasil em abril de 2011.

Ele se apresenta dia 6 no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 7 no HSBC Brasil, em São Paulo, e dia 8 em Curitiba (o local ainda não foi anunciado).
A pequena turnê brasileira faz parte da divulgação de “Slash”, primeiro disco solo do guitarrista. Lançado neste ano, o álbum conta com Dave Grohl, Ozzy Osbourne e Iggy Pop entre seus colaboradores.

 

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A banda irlandesa apresenta sua turnê "U2 360º" nos dias 9 10 e 13 de abril, no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
A estrutura dos shows investe em diversos aparatos tecnológicos. O destaque é um sistema cilíndrico de vídeo interligandos a painéis em LED e uma estrutura de aço de quase 50 metros de altura sobre o palco.

O show de abertura será da banda inglesa de rock Muse.
Os ingressos custam entre R$ 70 e R$ 1 mil.

 

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A dupla Roxette, formada pelos suecos Marie Fredriksson e Per Gessle, se apresenta em abril, nos dias 12, 14, 16 e 17 em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente.

A banda ficou famosa ao emplacar diversos hits como "Listen to your heart", "It must have been love", "The look", "How do you do" e "Joyride".

 

clip_image012Rock in Rio

A quarta edição do evento acontece nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca.
Até o momento foram confirmadas as seguintes atrações internacionais: Slipknot, Coldplay, Motörhead, Coheed and Cambria, Red Hot Chili Peppers e Metallica.
O Rock in Rio Card custa R$ 95 (meia) e R$ 190 (inteira) e só pode ser adquirido no site oficial do festival. Cada pessoa pode comprar no máximo quatro ingressos.

Jogando por Música – 20/12/2010

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Produtora confirma a vinda de Ziggy Marley ao Brasil

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A NASD Entretenimento confirmou a vinda do músico jamaicano Ziggy Marley ao Brasil em março de 2011 para uma série de shows. O Rio de Janeiro é a primeira cidade confirmada nessa nova passagem pelo país. Outras cidades, datas e locais serão divulgadas em breve.

Ziggy é o filho mais velho de Bob Marley e construiu uma carreira musical de sucesso ao lado do grupo Melody Makers. A partir de 2003 também se lançou em carreira solo.

O músico, que faz do reggae o veículo para passar mensagens de amor e espiritualidade, anunciou recentemente o lançamento de uma história em quadrinhos sob o título de "Marijuanaman" – uma espécie de herói da maconha, substância cuja legalização o cantor defende. A obra foi feita em parceria com o escritor Joe Casey e traz ilustrações de Jim Mahfood. O lançamento está agendado para abril do próximo ano.

 

Venda de ingressos para o 3º show do U2 começa nesta segunda-feira

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Os ingressos para o terceiro show do U2 no Brasil começam a ser vendidos a partir da 0h desta segunda-feira (20), apenas pela internet, no site www.ticketsforfun.com.br. A bilheteria oficial (Credicard Hall, na Av. das Nações Unidas, 17.981, Santo Amaro, São Paulo), os pontos de venda e o call center (4003-0806, para todo o Brasil) irão funcionar a partir das 10h.

Assim como a apresentações do dia 9 e 10 de abril, a abertura será realizada pelos ingleses do Muse. Os valores dos ingressos também são os mesmos: de R$ 70 a R$ 1 mil.

A vendas das entradas para as apresentações anteriores foram marcadas por filas e confusões. Para o segundo show, no dia 10, a cota disponível para a internet esgotou em apenas duas horas. Não havia mais nenhuma entrada às 11h40, menos de 12 horas do começo da venda geral.

U2 em São Paulo – terceiro show
Quando: 13 de abril, às 20h (show de abertura da banda Muse)
Onde: Estádio do Morumbi – Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 1
Ingressos: R$ 70 (cadeira superior amarela); R$180 (pista); R$ 220 (arquibancada amarela); R$ 240 (arquibancadas azul, vermelha, vermelha especial e laranja); R$ 340 (cadeira inferior A e B); R$ 380 (cadeira superior azul 1, cadeira superior azul premium, cadeira superior vermelha e cadeira superior laranja).

 

Duran Duran lança álbum de olho em novos fãs

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Por Bernard Orr

A banda Duran Duran despontou para a fama na década de 1980, com vídeos estilizados que marcaram a primeira geração de espectadores da MTV, e com hits como "Hungry Like a Wolf" e "The Reflex", que continuaram garantindo shows lotados nos últimos anos.

Mas em seu novo álbum "All You Need Is Now", que será lançado no dia 21, a banda precursora do New Wave está atualizando seu som para uma nova geração – sem no entanto perder de vista a sua história.

A banda – Roger Taylor, John Taylor, Simon Le Bon e Nick Rhodes – convocou o superprodutor Mark Ronson para o seu 13o álbum de estúdio, com 12 faixas inéditas.

"Queríamos ser um pouco mais experimentais nesse disco. Queríamos nos reconectar com os fãs (…), daí esse tipo de música pop moderna, ‘dance’, com sintetizadores, experimental", disse Le Bon à Reuters.

Depois de passar pela era dos LPs, cassetes e CDs, o Duran Duran agora é digital. O primeiro single do novo álbum, também chamado "All You Need Is Now" está disponível gratuitamente no iTunes, e o álbum será vendido na loja digital da Apple antes de chegar às lojas no formado CD, em fevereiro.

"O jeito como as pessoas consomem música é obviamente radicalmente diferente de como era até mesmo dez anos atrás", disse Rhodes, que lançou o Duran Duran junto com John Taylor em 1978.

A banda planeja uma turnê para o ano que vem, que deve levá-la pela primeira vez a países como China e Índia.

Link para a música: http://itunes.apple.com/us/album/all-you-need-is-now-single/id407657091

FONTES: Reuters, Globo, TDM e iTunes.

Jogando por Música – 16/12/2010

Padrão

Lobão lança biografia e disponibiliza duas músicas inéditas

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Já está disponível nas livrarias a autobiografia do cantor e compositor João Luíz Woerdenbag Filho, o Lobão. O livro tem o título de “50 Anos a Mil” e foi escrito em parceria com o jornalista Claudio Tognolli.
A autobiografia expõe em 752 páginas histórias cômicas, como a primeira masturbação, e outras muitas vezes dramáticas, como a briga com o pai, quando foi expulso de casa aos 19 anos, o período preso por porte e consumo de drogas, ou ainda o suicídio da mãe, após uma discussão, conforme trecho do livro:
“Escuta aqui, que merda é essa de ficar plantando bilhete debaixo da porta do meu apê? Tá pensando que é mole aturar uma mãe que só fala em se matar o tempo todo? Agora, quem quer que você morra sou eu, viu? Seja uma profissional do suicídio, seja dessa vez mais eficaz e para de brincar com a minha vida que eu não aguento mais!!".
O livro tem capítulos essencialmente de memórias e outros com teor mais jornalístico, com pesquisas e entrevistas de outros personagens comandadas por Tognolli. No site da Ediouro é possível baixar um trecho do livro e também duas músicas inéditas que Lobão está lançando, “Song for Sampa”, em homenagem a São Paulo, e “Das Tripas, Coração”, dedicada para Júlio Barroso, Cazuza e Ezequiel Neves.
Para baixar um trecho do livro e as músicas acesse
www.ediouro.com.br/50anosamil

 

Aretha Franklin recebe alta do hospital

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A cantora americana Aretha Franklin recebeu alta do hospital de Detroit em que estava internada desde que passou por uma cirurgia para tratar de um problema não revelado, no dia 2 de dezembro.
Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (15), porta-vozes disseram que Aretha está em casa há três dias, e que sua família e amigos estão cuidando dela da melhor maneira.
A nota ainda afirma que Aretha tem uma enfermeira particular que verifica seu estado de saúde diariamente. Ela disse querer assistir ao espetáculo de teatro sobre Sam Cooke em Detroit, sua cidade natal, e também a produção de “Dreamgirls”.
Segundo comunicado divulgado anteriormente, a cirurgia pela qual a cantora passou foi “extremamente bem-sucedida”. No início de novembro, ela cancelou todos seus shows e aparições até 2011 por ordem de seu médico.

Rainha do soul
Aos 68 anos, Franklin é conhecida como “rainha do soul’ e se mantém como uma das principais representantes do gênero.
Entre seus sucessos estão interpretações de músicas como “Respect” (1967) e “I say a little prayer” (1968), também conhecida na voz de Dionne Warwick.
Ao longo de sua carreira, ela acumulou 18 Grammys competitivos, sendo uma das artistas mais premiadas pela academia.

Carlinhos Brown apresenta seus adobrós

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Cantor e compositor lança dois discos simultâneos, “Diminuto” e “Adrobó”

Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura

Há dez anos, em janeiro de 2001, Carlinhos Brown “explicitou o Brasil” (segundo suas próprias palavras) no festival Rock in Rio 3, ao entrar em confronto aberto com o público metaleiro que fora até Jacarepaguá para ver o Guns ‘n Roses, e não um cantor e percussionista afrobaiano. “Aquilo tinha que acontecer”, avalia o artista em 2010, de passagem por São Paulo, poucas horas antes de partir a trabalho para o Senegal, na África. “Eu estava ali todo puro, de cocar. De repente, os caras se debateram com eles mesmos, e disseram: “Olha, eu não me quero. Eu quero ser aquele com guitarra, o roqueiro.”

Em maio deste ano, Brown foi o artista principal da festa paulistana em comemoração ao dia do trabalho, no Memorial da América Latina, de que participou também Milton Nascimento. Apresentou-se com desenvoltura, conduzindo e empolgando plenamente uma plateia de não-metaleiros. Senhor dos trios de carnaval na Bahia, Brown, hoje com 48 anos e de barba grisalha cultivada, tem tido poucas oportunidades para se apresentar a céu aberto no eixo Rio-São Paulo. O exterior continua a fornecer-lhe seus principais palcos.

Em algum ponto ainda não testado entre essas duas experiências extremas deve morar o Carlinhos Brown atual, que acalenta o sonho de ser agraciado com uma “segunda chance” no próximo Rock in Rio, mas conserva certos conflitos com os modos de organização de nosso show business. “Todos são benvindos aqui. Sou fã da moça da casa de vinho, Amy Winehouse. Sou amigo e componho com will.i.am e os Black Eyed Peas. Paul McCartney é um gênio dos Beatles. Mas um país que é a oitava economia do mundo não pode ser apenas para grupos externos.”

Brown lançou há pouco dois discos de uma vez só. Diz que um deles (o tristonho “Diminuto”) é de canções, e o outro (o vibrante “Adobró”), de ritmos. Tem um terceiro pronto, de rock, com o grupo baiano Mar Revolto, que ele integrou no início da carreira e gostaria de levar ao Rock in Rio. Estima ter composto e lançado neste ano algo como 10% de sua produção total de mais de 500 músicas em 30 anos de carreira profissional.

Apesar da bagagem volumosa, sabe que ainda não foi completamente assimilado em seu próprio país, em especial no eixo Sul-Sudeste. Da postura de palco aos versos sonoros, feitos de colagens de palavras, sua figura costuma ser alvo preferencial de críticas e muxoxos dirigidos a essa tal de emepebê. “Às vezes penso: por que esse personagem é tão incomodativo? O que incomoda tanto?”, pergunta, a certa altura das duas horas de entrevista ao iG, como quem indagasse a si próprio sobre outra pessoa.

brown 2iG: O que quer dizer a palavra “adobró”?
Carlinhos Brown: Adobró é uma corruptela de adobe.

iG: Uma linguagem de computador?
Carlinhos Brown: Não (risos). Hoje é uma linguagem de computador, mas os adobes são toda a força construtiva da arquitetura colonial brasileira. É uma palavra árabe, utilizada para tijolos. E adobró é resto de material de construção, que você pode usar para fazer outras coisas.

iG: Então você não inventou essa palavra.
Carlinhos Brown: Não, ouvi com meu pai e os pedreiros, o pessoal de quando trabalhei como auxiliar de pintor e pedreiro. “Vambora com os adobró!” Me veio na cabeça, puxa, tão bonito, adobró. Mas qualquer som balbuciado faz sentido. A palavra limpa, vamos dizer, é codificada. O som é algo ainda a se decodificar. É o que me leva a botar um milhão e meio de pessoas no carnaval em Madri cantando “tetetê, tetetê, tetê”. É a comunicação primal. A gente não se reconhece primitivo no nosso tempo, mas daqui a cem anos vamos ser vistos como primitivos. Hoje a gente conhece esse Adobe de computador, mas é tijolo, casa de adobe, você nunca ouviu falar? Eu me esmero pelo som, porque o português bem falado Chico Buarque já fez, Dorival Caymmi já fez, todo mundo. Como vou escrever “Mãos Denhas”?

iG: O que são “denhas”?
Carlinhos Brown: O que são “denhas”? Estou me perguntando o que são “denhas”.

iG: Há palavras que você inventa mesmo.
Carlinhos Brown: Sim, eu chamaria de neologismos. Nós temos um poeta no Brasil que nos ensinou a fazer isso, Guimarães Rosa. Quando falo “denhas” estou dizendo (cita versos de “Língua”, de Caetano Veloso) “a Rosa no Rosa”, “Pessoa na pessoa”, “e quem há de negar que esta lhe é superior?”. Eu não escolhi Mick Jagger, escolhi Caetano. Não escolhi Hendrix, escolhi Luiz Carlini, Pepeu Gomes. Não escolhi Metallica, Titãs me comovem mais. A palavra é uma escolha, mas no meu caso também é uma rebeldia. Ela me faltou tanto que eu a domino. Eu te digo sem nenhuma humildade: domino a palavra. A falta de acesso a ela me fez perder o sentido, então eu saio escrevendo como eu quero, como vem à cabeça.

iG: Muitas palavras de Adobró são em iorubá.
Carlinhos Brown: É, eu adoro. O iorubá foi estetizado no Brasil como dialeto, e mataram a nossa língua. É como dizer que falar italiano é dialeto. Foi aí que o Brasil começou a se perder. Mas há como revisar isso. O governo Lula foi supereficaz, colocou nas escolas a África como matéria, pra tirar das novas gerações essa imagem de escravizados. A extrema pobreza em que nós fomos jogados nos faria interessantes só no carnaval, como batuqueiros, e jamais como um potencial de língua. Com Wilson Simonal, Evaldo Braga, Itamar Assumpção ou Cassiano o português toma mais graça e ritmo, porque eles não têm uma saudade absurda de Camões. A gente sempre respeitou as bases, mas o ritmo, não, o ritmo é com a gente. A gente escreve axé music, o pessoal fala que é “ai ai ai, ui ui ui, ai ai ai, ui ui ui”. Estávamos buscando isso, esse sentimento que o português não completa, não chega.

iG: Como se dá seu contato com palavras iorubá?
Carlinhos Brown: Eu me lembro, ou então são de músicas que eu sei, através dos terreiros. Sei muitas músicas em iorubá. Tenho uma música que veio do passado dos terreiros e aprendi com meus mestres, sobre Ashansu, um tipo de Obaluaiê, Omolu, o senhor da Terra. É um hit de carnaval (batuca e cantarola), “Obaluaiê, babalorixá ê”, todo mundo canta isso, é um hino.

iG: Então não é primal, é uma língua na qual pessoas se comunicam.
Carlinhos Brown: É, no caso do iorubá é uma língua comunicativa. Mas quando faço (cantarola) “djebidi babá dudu” tem isso, sabe? Não chega a ser uga-uga porque tem organização. Meu maior refrão no mundo, por exemplo, é “djedje” (cantarola “Magalenha”, lançada em 1992 por Sergio Mendes), “djedje dejedje djedje”. É minha música que mais toca no mundo. Não é “A Namorada”, nem “Água Mineral”. Sergio Mendes acaba de regravar, e foi pro Grammy de novo. Ganhou Grammy Latino, agora foi pro “Gremmão”.

iG: Quando você canta “djedje”, isso na sua cabeça forma alguma imagem, significa alguma coisa? Gege não é uma tribo indígena?
Carlinhos Brown: É uma nação africana. Mas não estou falando Gege, também posso fazer “diê diê”, Dieu, Deus. Também posso estar cantando Deus, em francês. Não sei. Eu arrisquei, e, nesse risco, o americano canta, o japonês canta, o latino canta, o português canta. Mas eu busco essa linguagem pra caber na música.

iG: Um pouco como Jorge Ben.
Carlinhos Brown: É, como Ben Jor e outros fazem. Mas eu tenho café no bule (apanha nos encartes versos de “Você Merece Samba”): “Você não merece sofrer, merece samba/ os olhos são portas saídas de um coração”. Taí, café no bule.

iG: Por que chama de café no bule?
Carlinhos Brown: É pra incomodar a poesia. Os poetas às vezes acham que não tem café no bule. Fiquem com a poesia que eu fico com a imagem dela. Não quero poesia, quero imagens pra sonhar. Quando ele (refere-se a si na terceira pessoa) fala aqui que “os olhos são portas saídas de um coração”, ele puxa pra dentro, ele puxa pra tantos sentimentos. É a saída que não é lágrima, os olhos como portas, não como janelas da alma, sabe? É subverter. Se os olhos são portas do coração, então você pode chorar. Quase 30 anos depois do axé music eu quero a paquera carnavalesca, mas também quero entrar no coração. É importante, um artista de 60 anos vai precisar de direitos autorais. Não tem aposentadoria pra artista no Brasil, é ladeira abaixo, e você tem que escolher até que lugar da ladeira você quer descer. Vou me aposentar pela Sacem, um órgão arrecadador de direito autoral da França. Lá aposenta com 5 mil euros. Já tenho até um número de obras exagerado na Sacem, mais de 500 obras registradas.

iG: Você tem 500 músicas lançadas?
Carlinhos Brown: Acho que tenho até mais, como autor. Fora o que gravo na Bahia, que às vezes nem é editado, e não estou contando os jingles.

iG: Você faz jingles também?
Carlinhos Brown: Oxe! Só pedir. Adoro (risos)!

iG: Por que lançar dois discos de uma vez?
Carlinhos Brown: É quase um “Você Merece Samba”. Se o mercado está em crise, a indústria não está. Nós não estamos mesmo em crise.

iG: Quando diz indústria, está falando dos operários da música?
Carlinhos Brown: É, somos nós, os fazedores. A indústria não está, o mercado está em crise, porque a música brasileira mercadológica está mais egoísta. Os rádios não querem mais tocar a gente. Começaram a dizer que é rádio adulta, eu nunca vi música adulta. Monsueto, Cartola ou Adoniran não têm idade. Talvez a música mais infantil seja o rock, porque é fácil, as crianças gostam dos riffs. Mas é feita por adultos. E nunca foi tão feita por adultos, ou por barbas brancas, vamos dizer. O desejo de fazer esses dois discos era para mostrar que as empresas válidas são válidas, têm validade dentro de um conteúdo cultural sério. A Natura (patrocinadora de seus discos) está fazendo um papel que a Rede Globo devia fazer. A Som Livre (gravadora da Globo) poderia ser mais bem usada para a música popular brasileira. Vou a tantos programas da Rede Globo, os caras não botam uma música minha numa novela. Eles sabem que vai me ajudar, e eu sei que eu preciso, e eles sabem que eu preciso. Não sei por que não botam, sei lá que diacho.

iG: A primeira vez que ouvi falar seu nome foi em uma novela, a música “Meia-Lua Inteira”, com Caetano Veloso.
Carlinhos Brown: Sim, com os outros cantando eu já fui. Mas quero eu, quero a minha voz lá. Eu não sou o artista mais corajoso ou o mais medroso ou o mais falastrão, sou um artista que vou defender a arte de unhas e dentes, e não tenho esse medo de expor a dificuldade e a crise que estamos passando como artistas. Quando a Europa teve o problema eu me ferrei, este foi meu ano mais difícil economicamente. A Europa me dá cem shows por ano, coisa que não tenho aqui. No Brasil ainda tem aquela coisa, “vá que vai ser bom pra você”. Falar isso soa como um final de década, e, pelo amor de Deus, negro falando, músico conceitual falando, parece que está magoado. Não, não é mágoa. Um país de oitava economia não pode ser uma economia apenas para grupos externos. O Brasil este ano teve 185 bandas externas, que estão competindo com o mercado dos brasileiros. Pra nossa música está sendo evasão de divisas.

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Seguindo tendência, U2 marca terceiro show em São Paulo

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Em uma reprise do que aconteceu na semana passada, os ingressos para o segundo show do U2 em São Paulo, no dia 10 de abril, já acabaram. As vendas começaram à meia-noite, pela internet, e uma hora e meia depois, já haviam esgotado. Os postos autorizados e televendas receberam um novo lote às 10h, que congestionaram as linhas da Time For Fun.

Poucas horas após acabarem os ingressos para o segundo show, foi anunciada uma terceira apresentação da banda no país. Assim como as duas primeiras, ela será no Estádio do Morumbi, em São Paulo. A data escolhida é 13 de abril.

Clientes dos cartões Citibank, incluindo os cartões Credicard e Diners poderão adquirir os ingressos nos dias 18 e 19 de dezembro. Para o público em geral, a venda terá início na segunda-feira, dia 20 de dezembro de 2010. Os ingressos podem ser adquiridos pelo telefone 4003-0806 (válido para todo o País), pelo site www.ticketsforfun.com.br, na bilheteria oficial (Credicard Hall) e nos diversos pontos de venda espalhados pelo Brasil. Os preços são os mesmos dos dois primeiros shows.

Em todas as etapas de venda até o momento, tanto para o primeiro quanto para o segundo show, houve problemas com telefones ocupados, sites congestionados e filas nas bilheterias. No Credicard Hall, em São Paulo, ponto de venda oficial do show, sem cobrança de taxa de conveniência, o clima na manhã desta quarta-feira era de indignação. A médica Roberta Morais, 28 anos, havia chegado na terça-feira às 6h da manhã e dormiu na fila com outras 110 pessoas. Segundo ela, os primeiros lugares estavam ocupados por cambistas, que assediavam os fãs a venderem os ingressos que tivessem sobrando. Os seguranças e a polícia não teriam tomado qualquer atitude. "Nunca vi tamanha falta de respeito. A organização dos shows do Paul McCartney foi muito melhor", comparou.

As apresentações fazem parte da turnê "360°". A série de shows tem esse nome porque, no palco, há um sistema cilíndrico de vídeo interligando painéis em LED e uma estrutura de aço de cerca de 50 metros de altura. O palco possui pontes rotativas possibilitando visualização de praticamente todas as partes do estádio.

 

FONTES: iG, Globo.com, TDM e Facebook.